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Quarta-feira, Novembro 17, 2004
Dor de corno

Já faz alguns meses que digo para mim mesma que preciso entrar na lista de transgênicos do Greenpeace para saber quais produtos devo evitar, naquela onda meio militante. Nesta semana cumpri a promessa e o sentimento foi horrível: é enorme a quantidade de produtos que eu consumia (no passado mesmo) com frequência e que agora são transgênicos.
Preciso de exemplos para demonstrar a sensação de que fui traída: chocolates (todos) da Garoto, Halls, pães (todos) Pullman, tudo da Bauduco, Danone , cereais Kellogs e por aí vai.
É de lascar, são quinze páginas dizendo quem usa transgênico e quem com certeza não usa. Estou tentando gravar a maioria, para passear mais sossegada pelo supermercado.
Dê uma olhada você também na lista:
Guia do Consumidor (Greenpeace)
Roberta
Sexta-feira, Novembro 12, 2004
Veja curtas brasileiros

Para quem ainda não observou, está página está linkada a alguns curtas metragem do Porta Curtas da Petrobrás. Para ver, basta clicar sobre o nome do filme desejado, estão na tabela ao lado esquerdo deste blog, último quadro, e ter windows media player. Roda em qualquer computador, com conexão discada ou não. O único inconveniente é que o filme é apresentado do tamanho de uma foto de passaporte, mais ou menos. Estou trocando os filmes uma vez por mês. Em novembro teremos:
Criaturas que Naciam em Segredo. Um documentário sobre anões.
Amor!. Poderia ser um documentário sobre este sentimento, mas não é.
BMW Vermelha. Uma família ganha um carro num sorteio e não sabe o que fazer com ele.
Rota ABC. Documentário sobre o movimento punk do ABC Paulista na década de 80.
Deus é Pai. Animação sobre a relação difícil entre pai e filho, no caso Deus e Jesus Cristo.
Amassa que Elas Gostam. Uma animação pornô, ou quase.
Quem quiser ver os de outubro é só entrar no arquivo. Boa sessão!
Roberta
Quarta-feira, Novembro 10, 2004
Kraftwerk em Brasília

Depois de seis anos aconteceu! O que eu pensei que não veria mais, foi o melhor show dos anos 2000 que eu assisti. O show do Kraftwerk aqui em Brasília conseguiu ser melhor do que as minhas expectativas mais otimistas.
Pensando bem eu fiz um grande esforço em não criar expectativas após ter perdido o show do Free Jazz por falta de conferir a agenda (eu pensei que tinha um compromisso inadiável no dia do show, mas foi só no dia seguinte). Depois do trauma, resolvi não falar muito do assunto, mesmo depois de confirmado o show aqui em Brasília, mesmo depois de ter comprado o ingresso.
Consegui me manter fria até o momento em que as luzes do Teatro Nacional se apagaram e a cortina começou a subir ao som de Man Machine. Não tinha como não se emocionar. Eles tocaram tudo o que um fã gostaria de ouvir: começaram com Man Machine, depois Tour de France, Autoban, Trans Europe Express, Radioactivity, The Model, Neon Lights, não exatamente nesta ordem. A cortina desce e todo mundo começa a gritar, bater palmas, bem no estilo queremos bis.
A cortina sobe e eles tocam metade do disco Computer World, com uma versão meio house de Pocket Calculator, até então com o figurino clássico: terno preto com camisa vermelha. A cortina desce novamente.
O público grita mais um tempão, mas as luzes do teatro não acendem, sinal que vinha mais pela frente. De repente a cortina sobe enquanto vemos as sombras dos robôs. Sim, os clássicos robôs também vieram e fizeram uma coreografia inacreditável ao som de The Robots, claro. Maravilhoso.
Quando que pensamos que já era o fim, eles retornam com o figurino da nova turnê, uma roupa que simula o efeito vetorizado da arte do disco Electric Cafe. Agora sim estávamos dispostos a deixá-los ir. Foram duas horas incríveis. E o mais impressionante foi sair do teatro e dar de cara com a Esplanada dos Ministérios iluminada, parecia o melhor cenário para este show e foi o grande motivo deles terem vindo até aqui. Inesquecível.
Roberta
Sábado, Novembro 06, 2004
Siglas

Morar em Brasília gera certas estranhezas no comportamento das pessoas. Estranhezas para quem não é da cidade, claro.
Primeiro comportamento fundamental alterado é a referência a endereços. Não existem ruas, muito menos esquinas. De repente você se pega falando que vai lá na 8 para comprar sapatos, pois a loja do Setor Comercial já não é mais tão legal. Um exemplo bobo, pois na 8 nem tem lojas de sapatos.
E tem setor para tudo na cidade. O que mais estranhei quando cheguei por aqui foi o Setor de Postos e Motéis Sul. Dizem que há um congestionamento enorme em datas especiais como dia dos namorados ou dia da secretária. Dá para imaginar. Daí tem Setor de Diversões Sul e Norte, Setor de Hotéis Norte e Sul. E a gente mora na Super Quadra sei lá o que Sul e faz compras no Setor Comercial Local 205/206, ou na Entrequadra sei lá das couves Norte.
É uma loucura para se acostumar. Mas o pior é que ninguém da cidade fala o nome completo dos lugares, como eu fiz até aqui. Para Super Quadra é sempre SQS ou SQN, para Hospital Universitário, HU, para Ministério Público, MPU. E esse é o segundo comportamento fundamental alterado: alterar o nome dos lugares para siglas.
Um shopping famoso da cidade, o Conjunto Nacional, é conhecido por CNB. A Universidade Católica de Brasília, UCB. O site da Casa Thomas Jefferson, uma escola de inglês, é www.ctj.com.br. Tudo vira sigla. É a burocratização da língua na cidade das altarquias. Para quem gosta, é diversão garantida.
O duro é não se sentir meio pateta, com linguagem executiva para pedir informação de endereço na rua. Eu só torço para que a moda não se espalhe para o resto da linguagem local. Já pensou, a intitucionalização do a nível de e do eu, enquanto pessoa. Pelamordedeus!
Roberta

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