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Segunda-feira, Dezembro 27, 2004
Avaliação de fim de ano

É sempre assim, chega o fim do ano e a gente começa a fazer promessas. Compra uma agenda, que não vai usar, para organizar compromissos. São muitos projetos para um ano só, mas a gente faz de conta que desta vez vai.
Fim de ano acaba sendo um grande mar de frustrações que convertemos nos ditos projetos. Tudo o que eu não consegui fazer em 365 dias serão feitos nos próximos 365.
Mas não é só isso. Soma-se às pendências um mar de coisa nova que a gente viu na internet, na televisão, aquela pilha de cadernos especiais de jornal que juntei no canto da casa para quando tiver tempo de ler e esse tempo nunca vem. Nem virá no ano novo, só que ao pular as sete ondinhas surgem lá os compromissos que não serão cumpridos.
Ainda bem que são compromissos consigo mesmo. No fim das contas, já fazemos as promessas sabendo que não vamos cumpri-las, só para dar algum sentido ao rito de passagem.
Este tom descontente e meio pessimista, afinal de contas não estou dizendo tanta bobagem assim, talvez se deva ao cansaço por não tirar férias há dois anos, por estar numa cidade que vai se tornando mais monótona a cada dia, aliás que foi criada para ser padronizada monotonamente, e por achar que nada foi feito este ano.
Tirando a publicação de um livro, ver o show do Kraftwerk depois de seis anos de espera, trocar de emprego, para um melhor, e ir passar o reveillon em João Pessoa, realmente nada aconteceu de muito legal este ano.
O duro é admitir, agora que o ano chegou ao fim, que na verdade ele foi bem legal, realizador. É mais fácil pensar no que falta fazer, do que nos alegrarmos com o que já foi feito. È normal também. Bem, pelo menos é melhor do que ser comodista e conformada.
Roberta
Sexta-feira, Dezembro 24, 2004
Filmes novos no documenta
Para este fim de mês e todo o próximo, cinco novos filmes em cartaz:
Coruja, um documentário sobre Bezerra da Silva
O Jeito Brasileiro de Ser Português, um portuga e seu bar
A Origem dos Bebês Segundo Kiki Cavalcanti, a vida adulta pelo olhar das crianças
Um Branco Súbito, ouvindo vozes?
O Mundo Segundo Sílvio Luiz, se a vida fosse narrada em todo instante
Roberta
Quinta-feira, Dezembro 23, 2004
Sobre comidas regionais

Um tema freqüente em conversas. Sou paulistana, todo mundo acha que eu só gosto de comer pizza e acaba se surpreendendo com o meu estômago de avestruz.
Lembro quando fui a primeira vez para a Paraíba, ainda antes de morar por lá, e teve neguinho me servindo miúdos de frango (adoro!) como se eu estivesse numa prova de algum reality show. Foi engraçado. Como minha família é do norte de Minas, fui criada comendo toda e qualquer parte que um frango pode oferecer, inclua cabeça na lista, que hoje já não desce mais.
Minha mãe diz que agora eu já posso ser presidente da República, pois já comi buchada de bode, que aliás é muito bom. Gosto de sarapatel, de arroz com pequi, frango com quiabo, arrumadinho, caranguejo, bode com macaxeira, churrasco. Isso só para ficar no cardápio regional brasileiro.
E o estranho que sempre que digo de onde sou todo mundo acha que eu vou fazer cara feia para comer.
Essa semana entrei na onda árabe e comi babaganuche, charuto de uva, homus tahine, kibe... De vez em quando faço tacos mexicanos lá em casa. Comida japonesa também vai bem.
No fim das contas tá faltando tempo para incluir a tal da pizza mais freqüentemente no cardápio.
Agora vai entrar o cardápio de fim de ano, com os restos que sempre rendem dias... hum, peru, tender, farofinha...
Roberta

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