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Quarta-feira, Abril 27, 2005
Mais um
 Brian Molko e David Bowie (uma motivação para colocar o gracinha aqui também)
Óbvio que eu tenho que falar sobre o show do Placebo que rolou aqui em BSB no último sábado. Uma maravilhosa lua cheia iluminava a arquibancada da Concha Acústica, que fica pertinho da casa do presidente (alvorada) e na beira no Lago Paranoá. Um friozinho permitiu que eu usasse o meu cachecol-boá, num ar meio glam, como pedia a ocasião.
Eu gostei. Pode não ter sido o melhor show que eu já fui, mas foi um show muito bom. O Brian Molko é uma gracinha. O momento mais intenso para mim foi quando tocaram Without you I'm nothing. Viagem ao túnel do tempo. Me transportei imediatamente para o apartamento da Dr. Seng, saudades das noites em claro vendo tv e ouvindo música, conversando sem parar com a Nosomi, amiga que faz uma falta incrível. Foi essa música que eu gravei numa fita para mandar para o Biu, ainda em Rio Tinto. Um disco que ouvi até furar nas últimas semanas em Sampa.
Muita gente bonita reunida, coisa rara aqui em Brasília. Um clima delicioso. Sinto falta destes eventos, que, desta maneira, só podem acontecer aqui mesmo, mas são tão raros.
Roberta
Terça-feira, Abril 26, 2005
Tudo flui
"Deus é dia-noite, inverno-verão, guerra-paz, superabundância-fome; mas ele assume formas variadas, do mesmo modo que o fogo, quando misturado a arômatas é denominado segundo os perfumes de cada um deles."
Heráclito de Éfeso, fragmento 67
Roberta
Domingo, Abril 17, 2005
Eu fui Miss Caipirinha 1983

Tá, tudo bem, eu não fui a Miss Caipirinha, fiquei apenas em terceiro lugar. Apesar disso me é estranha a lembrança deste episódio na minha história.
Eu estava na terceira série da Escola Estadual de Primeiro Grau "Jorge Saraiva", o cara é algo tipo fundador da Editora Saraiva (descoberta bem recente, esta) e eu era o que se chama de CDF. Vivia estudando, porque era a única maneira de eu viajar para fora de uma família neurastênica.
Se eu era a CDF, não podia ser a gatinha da família, papel destinado a minha irmã desde o começo. A loira de olhos verdes com cara de anjinho. A coitada também não gostava tanto assim do rótulo de a mais bela da casa (e só), mas ser chamada de feinha, mas inteligente não chegava a ser mais agradável.
Isso é do que eu sempre me lembro. Porém um dia, assistindo ao concurso Miss Brasil, me peguei comentando sobre minha experiência de miss, quando fui escolhida apenas pelos meninos da classe, que podiam votar em qualquer uma das meninas, como a mais bela da turma. Nunca tinha atinado que isto siginificava que os meninos me achavam bonita. Até hoje ainda não tinha percebido que era isso o que significava aquele título. Se eu fui escolhida é porque me achavam bonita.
Naquele tempo ganhava o primeiro lugar quem vendia mais votos (a idéia de concurso vendido já era normal naquele tempo), minha turma conseguiu ficar em terceiro lugar e eu subi ao pódio e tudo, sem direito a desfile, porque aí já se tornaria um trauma. Eu estava de vestidinho caipira azul, naquele dia, lembro que já era noite e do momento em que puseram em mim uma faixa de papel crepon que dizia: "Miss Caipirinha 83 3º lugar". Acho que já são lembranças demais de uma garota que só tinha nove anos no dia e que era uma das três primeiras num concurso de beleza. Até que a CDF não era tão feinha assim.
Roberta
Segunda-feira, Abril 11, 2005
Love and Married

Assisti ontem a animação Os Incríveis. Uma família de super heróis, com crises no trabalho, bronca na escola, brigas em casa, insegurança adolescente. Vida normal, se não fossem os superpoderes.
Muito divertido o clima meio James Bond, com uma trilha sonora sugestiva. A estilista, que faz as roupas da família Incriível também é ótima. Mas na verdade nem é do filme que pretendo falar.
É de casamento mesmo que pretendia falar. Isso porquê mais um amigo anuncia que vai juntar os trapinhos. Na verdade será com cerimônia e tudo, para fugir um pouco do corrente lugar comum da União Estável, prevista no código civil brasileiro, que dá aos parceiros a mesma estabilidade do casamento no cartório.
Acho que deste tema estou até gabaritada a falar, pois já enveredo pela minha segunda experiência. Estou feliz por ver que o mito da vida em comum está caindo definitivamente por terra. Os mais independentes gostam de ter companhia. Uma coisa não anula a outra. Neste contexto, falar mal de casamento chega a ser imaturidade.
Nos últimos anos muitos amigos se casaram. O tema tem sido recorrente. Mês passado uma amiga planejava seu casamento para o ano que vem. No fim do ano passado uma outra. A maioria, na verdade, decidiu morar junto para facilitar a vida, o que ainda pode ser considerado um matrimônio. Ninguém ainda se separou, isso deve ser bom.
Mais um amigo se casa e está feliz da vida por isso. E eu fico feliz também. Já sou o que se pode chamar de balzaquiana e esse discurso pode parecer daquele moralismo cristão de que é pecado não ser monogâmico. O lance, na verdade, é que somos livres para estar com quem quisermos. Daí se escolhemos uma única pessoa para dividir a vida, nem que seja temporariamente, maravilha, é uma escolha livre, mesmo com os problemas de relacionamento que sempre existem.
Agora, tem problema pior do que a solidão? E não estou falando de estar só, mas de se sentir só, desesperadamente só, mesmo estando com muitas pessoas. Isso sim é que deveria ser considerado pecado.
E o que tem a ver o filme com isso tudo? Até eu já nem sei mais. Eu lembrei do casamento do meu amigo vendo um filme sobre uma família. Não me parece uma viagem tão grande assim. E o filme é divertido e eu espero me divertir na cerimônia de casamento. Eu e meu marido, que deverá ser o primeiro padrinho de boá do século XXI.
Roberta
Segunda-feira, Abril 04, 2005
Chegou...

Comprei o DVD da TV Pirata. Estou há uma semana assistindo, nem tão pouquinho assim para economizar, porque tem coisa para caramba nos dois discos que chegaram depois de uma compra de impulso na internet.
Vi que tinham lançado e comprei.
M A R A V I L H O S O. Ainda mais engraçado do que eu lembrava, porque quando assistia na tv eu tinha por volta dos dez anos de idade. Não conseguia entender boa parte das piadas. Mas ainda lembrava e consegui cantar "Como uma deusa" cada vez que o nome Reginaldo era pronunciado na novela "Fogo no Rabo", que tinha ainda o inesquecível Barbosa e a Natália, que queria ter dois filhos lindos, Daniele Aparecida e Cleverson Carlos.
Alguns episódios da TV Macho, com propagandas direcionadas ao homem másculo moderno. Outros das Presidiárias, um deles com uma paródia que eu lembro ter cantando um dia inteiro na escola. Fora as esquetes, todas engraçadíssimas, a seleção foi muito bem feita.
Para quem não se lembra de onde surgiu a expressão Ricardão, para tratar o amante, algumas esquetes ajudarão a lembrar. Bem, só assistindo mesmo. Eu, como ainda não terminei de ver tudo o que a minha aquisição me proporciona, vou voltar para a tv e lembrar de um dos melhores momentos da televisão brasileira.
Roberta
Domingo, Abril 03, 2005
Sobre um aspecto da beleza
"Ela era muito bonita. Talvez a única verdade de Andrea, base de todas as posteriores mentiras, tenha sido essa: a beleza. As mulheres bonitas demais são colocadas sempre na frente - de uma família, de uma coroação de Nossa Senhora, de uma sala de aula, de um colégio, de uma festa, de uma sociedade - e acabam assumindo a responsabilidade de manter-se no centro o resto da vida, e essa ilusão cansa e faz sofrer."
Ivan Ângelo, A Festa
Roberta

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