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Sexta-feira, Junho 24, 2005


Séria, eu?

A cada dia que passa, menos eu me levo à sério. Isso tem evitado algum sofrimento. Principalmente aquele de não querer pagar mico, coisa absolutamente inevitável.
Todo mundo comete erros, em público ou não. São eles que nos empurram para frente. Sem errar eu vou acabar achando que sou perfeita e esta é uma coisa que eu não sou mesmo.
Nem perfeita, nem o que eu penso é para sempre. Já mudei de idéia muitas vezes, algumas acabei voltando atrás, mas a vida é feita mesmo de tentativa e erro.
O que eu não consigo é lidar com a angústia de não poder errar. A tensão de não poder falar besteira, pensando no que os outros vão dizer. Suar frio para que as pessoas acreditem que eu sou inteligente realmente não é o meu estilo.
Na verdade nem acho importante ser uma pessoa que aparente ser inteligente. Prefiro ser uma pessoa não muito difícil de lidar, do tipo que não fica tentando provar que é melhor o tempo todo. Isso sim é tensão.
Já aprendi a lidar com o fato das pessoas nem sempre gostarem de mim. Eu também não gosto de muitas delas e isso não chega a ser nenhum pecado. Afinidade não se conquista à força. Daí eu relaxo e falo um monte de bobagem com uma tremenda convicção, até um amigo dizer: manéra, cê tá exagerando. Afinal amigo é quem sabe melhor lidar com nossos defeitos.


Terça-feira, Junho 21, 2005


Homeopatia

Sem auto medicação, pela primeira vez fui num homeopata, numa, na verdade. Minha nova médica é daquele tipo à moda antiga, que olha garganta, ouvido, ouve o coração, dá uma conferida nos olhos, pra ver se não tem anemia, tira a pressão.
Fazia muito tempo que eu não ia num médico que me examinasse assim. Hoje em dia só tem médico de pedaço de corpo. Médico que olha ouvido, garganta e nariz. Outro só pro pulmão. Outro pro coração. Outro para osso. E assim vai.
O remédio que foi indicado para mim não é nada tipo antibiótico, que mata qualquer tipo de bactéria infecciosa, de qualquer pessoa e em qualquer parte do corpo. Foi uma substância ideal para o meu tipo físico e emocional. Uma longa avaliação, numa longa conversa, determinou que remédio eu iria tomar.
Comecei a tomar faz um mês. Na primeira semana sonhei como não sonhava há muito tempo. Na semana passada comecei a resolver uma porrada de problemas que estavam emperrando minha vida.
Contei tudo isso para a médica e ela me disse simplesmente: "as coisas estão clareando, isto é bom sinal". Simples assim, efeito do remédio. Mens sana in corpore sano.


Domingo, Junho 19, 2005


Facada e Comodoro

O Carlão (Reichenbach) indicou o Facada Leite-Moça no blog dele. Quem nunca viu os filmes dele, vai atrás. Quem quiser ver os blogs, os endereços são:
www.facadaleitemoca.blogger.com.br
redutodocomodoro.zip.net.
E tenho o dito...


Terça-feira, Junho 14, 2005


Fase azeda

Tudo vai bem, mas estou com um gosto de limão na boca.


Segunda-feira, Junho 13, 2005


Existem vizinhos que sabem incomodar

Chego em casa na sexta-feira com uma tremenda disposição para dormir. Descansar, porque sou filha de Deus e já não tenho mais quinze anos.
Assisto a um filminho legal, um programa de TV, porque sou viciada mesmo. O sono chega e... durmo? Sim, mas isso foi só o começo.
Mais ou menos às duas da manhã meus novos vizinhos decidem começar uma rodinha de violão. Daquelas barulhentas, com coros gritados.
Pensei que tudo não passaria de uma hora, ou pouco mais, de algazarra desmotivada. Só que o tempo foi passando e o barulho só aumentando, dava para perceber o nível alcóolico da galera com o passar do tempo.
O primeiro a se manifestar foi o espanhol que mora dois andares acima. Como sempre, ninguém entendeu nada do que ele disse. Na seqüência um outro vizinho começou a chamar os caras de "cornos, viados e filhos da puta". Ele também estava nervoso.
Um outro mais calmo só dizia: "Amigo! Por favor, tá incomodando!". O cachorro que mora no mesmo corredor que eu começou a latir. A polícia passou algumas vezes, mas nada aconteceu que parasse a bagunça. Eu, deitada na cama, só me lamentava por ter jogado aqueles ovos que apodreceram no lixo. Seriam perfeitos para uma vingança.
Quando o dia amanheceu só se ouvia a gritaria dos breacos: "Quem foi o filho da puta que jogou este ovo aqui?". Nem acreditei, meu sonho se tornou realidade. Só que os caras pararam de tocar violão para ficar gritando que alguém tinha jogado um ovo no apartamento deles.
Tentei dormir, sem sucesso, é claro, e quando desisti percebi que já eram 10h30. Fiquei puta de vez e decidi colocar uma música bem barulhenta para ver se parava de ouvir a voz daqueles cornos. Melt Banana. Foi tiro e queda.
De repente os caras começaram gritar: "Desliga esta porra!", reclamando do meu hardcore tão levinho. Fique mais puta ainda e aumentei um pouco mais o volume. Os coitadinhos decidiram não reclamar mais, arrumaram as malinhas e foram dormir em outro lugar, provavelmente na casa da mamãe.
Realmente pimenta nos olhos dos outros, espeto de pau. Ainda fiquei sabendo depois que os arruaceiros reclamaram do ovo com o porteiro: "Se a gente tiver incomodando é só falar". É mole?


Sexta-feira, Junho 10, 2005


All the Madmen

David Bowie

Day after day
They take some brain away
Then turn my face around
To the far side of town
And tell me that it's real
Then ask me how I feel

Here I stand, foot in hand, talking to my wall
I'm not quite right at all

Don't set me free, I'm as helpless as can be
My libido's split on me
Gimme some good 'ole lobotomy

'Cause I'd rather stay here
With all the madmen
Than perish with the sadmen
Roaming free
And I'd rather play here
With all the madmen
For I'm quite content
They're all as sane as me

Zane, Zane, Zane
Ouvre le Chien


Sexta-feira, Junho 03, 2005


Ploc Monster

Uma propaganda na televisão promete afastar os clientes de cartão de crédito do "monstro da anuidade". O narrador diz "assine um contrato conosco e fique um ou dois anos longe do monstro da anuidade". Um ou dois anos nem é tanto tempo assim.
O problema maior nem é esse. No fim da propaganda um jingle diz "vem com a gente você também" e que canta o refrão "vem"? Claro que é o tal monstro.
Nem subliminar os caras conseguem ser mais. Me contrata de publicitária você também. Contrata. (E olha que nem de publicidade eu gosto)