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Sexta-feira, Dezembro 30, 2005
Happy new year
Olho para a parede e me vem, de repente, uma lembrança de depois de amanhã. Já não será mais 5. E agora, ano do cachorro. Gostinho de comida nunca experimentada. Vai satisfazer, porque já começou.
Um pedido, um agradecimento. É assim. Sempre igual. E por que não?
Roberta
Quinta-feira, Dezembro 29, 2005
Recordar é viver
 Indio Chiquinha no programa Pânico
Quando cheguei em Brasília, encontrei no Setor Comercial Sul uma figura que marcou minha adolescência pelas ruas de São Paulo. Cheguei a registrar nesse blog o acontecimento (http://www.documenta.blogger.com.br/2004_10_01_archive.html). O Índio Chiquita é figura conhecida na cidade, mas eu não tinha na época nenhuma imagem dele para publicar aqui. Acabo de arrumar uma e decidi voltar ao assunto.
No começo do mês ligo a televisão no programa do João Gordo, na MTV, e o cara tá lá: o incrível Índio Chiquinha (ou Chiquita, como preferir). Uma pesquisada na internet e vejo que o cara também esteve no programa do Pânico.
Pronto, agora já é superstar. Quem quiser conferir matérias sobre o cara, deixo alguns links abaixo:
no documenta
site da Unicamp (texto O Salgado e o Doce)
blog do programa Pânico
Roberta
Sábado, Dezembro 24, 2005
Xmas Só mais uma semana e o ano se acaba. Apenas uma medida de tempo que deixa assim... Sei lá. Querendo ou não somos obrigados a ficar para dentro, afinal de contas tá tudo fechado em qualquer lugar do mundo cristão que a gente se aventurar a ir. De qualquer forma que esse Natal seja melhor do que todos os outros. O próximo ano eu não tenho dúvidas de que será.
Roberta
Segunda-feira, Dezembro 12, 2005
Restropecto restrospectivo

Olhar prá trás. Mania de dezembro. E todo mundo faz, mesmo sem querer. Lembro que no ano passado tava lá um textinho sobre 2004, no primeiro ano do meu primeiro blog. Viu, já começou.
É sempre assim. A gente cochila, acorda e já tá falando do que passou neste ano e... Planos? Puta merda. Tudo sempre igual. Lá vai a gente dizer que no próximo ano a cor do cabelo vai ser diferente, que o comprimento do cabelo vai ser diferente. Essas coisas relevantes para quem ouve.
Mas se a proposta é essa, então vamos lá. Neste ano duro, duro de passar, tanta coisa. Tanta coisa bonita, tanta gente bonita. Matei a saudade que me corroía da terrinha em que vivi a vida toda e da qual saí como se estivesse fugindo. "Você não sabe que não adianta fugir de você mesma?". Quantas vezes vou ter que ouvir isso para deixar de sair correndo quando um friozinho na barriga me abater.
Falando em friozinho na barriga, meu medo mais medonho bateu na minha porta: a sombra do fracasso. Mas o fracasso não era meu e percebi logo. Doeu demais perceber, mas venci o medo de ter medo de fracassar. Descobri que o fracasso também não existe. Existe o erro, aquele que todo humano comete. Existe a ameaça do insucesso eterno. Mas ameaça da boca de frustrado não vale. Daí o medo passou. A ansiedade tá aí ainda, mas ela logo vai também.
Vi e vi muita coisa. Vi o iguana sem igual e fiquei pulando feito sapo. Conheci muita coisa do centro-oeste. Lembrei da Clara, de quando a gente conversava regadas a muito chá: "pra que serve essa região mesmo?". Pra eu morar! Quem diria. E encontrei meus conterrâneos na rua dizendo que a vida está difícil pelas bandas de lá e que resolveram vir pra cá também.
Revi quem me magoou demais e vi que eu causo medo nos outros também. De tanto medo me magoaram. E eu nem queria assustar ninguém. Mas é assim. A gente é, e se for de verdade, os outros odeiam. Eu acabo me acostumando com a idéia.
Para o ano que vem. Deixa ele vir. Se for do tamanho desse, tem muita coisa para acontecer. Vou descansar um pouco pra ter força.
Roberta
Sábado, Dezembro 10, 2005
Mulher Tombada pisa em meu namorado

Ultimamente tenho ouvido muito um nova cantora cearense. Ela não é uma figura folclórica, nem canta músicas regionais. Seu figurino vintage é super moderno, assim como sua performance e suas músicas.
Os dois CDs de Karine Alexandrino se alternam incessantemente dentro do CD player e já estou ansiosa por novidades. A Mulher Tombada, como ela se auto intitula, é indicação certa aos que vêm em minha casa.
Fui recentemente a São Paulo para assistir a uma bateria de shows num festival que trouxe Iggy Pop ao Brasil depois de mais de vinte anos. Os amigos da banda Star 61, que também tocou no festival, foram mais um pretexto para a passada rapidíssima em São Paulo (parece que estou mudando radicalmente de assunto, mas tenha paciência que eu chego lá).
A maratona começou na sexta, com um imperdível show dos Replicantes na rua Augusta, com a sempre marcante atuação de Wander Wildner. No sábado foram Fantomas, Flaming Lips, Sonic Youth e o inesquecível, maravilhoso show de Iggy Pop and The Stooges, em um festival que teve mais de doze horas de duração.
Domingo voltei para casa, mas meu companheiro continuou na maratona. Ele foi assistir a um show do Star 61 no Blen Blen e encontrou com quem (falei para ter paciência)? A Mulher Tombada, claro. E caiu no chão: "pisa em mim!". Ela pisou e clicou. A foto do Biu saiu na coluna da Karine Alexandrino num jornal de Fortaleza.
Agora não sei se fico com ciúmes ou com inveja. Confira: http://www.noolhar.com/opovo/colunas/valentina/541575.html
Músicas da Karine Alexandrino no site: http://www.tramavirtual.com.br/karine_alexandrino
Roberta
Sexta-feira, Dezembro 09, 2005
Saí para almoçar, não volto nunca mais

Superar meu medo mais medonho é assim como realizar o meu maior desejo. Tudo ao mesmo tempo. Medo imenso do ócio. De não fazer nada. Isso gera uma ansiedade horrível. Meu pai me fala baixinho no ouvido: "não te disse que você não é capaz de coisa alguma".
Eu mando ele calar a boca, aqui dentro. Cala! Não vou ouvir mais essa coisa de que o trabalho dignifica o homem. Dignifica tirando a dignidade é?
Saiu no tarô a roda da fortuna de novo. Tudo que está em cima vai pra baixo. Morrendo de medo, tudo novo, de novo. Os gaúchos é que sabem das coisas: "barbaridade isso é bom que mete medo e se mete medo é bom, isso é bom barbaridade"...
Lembro da minha adolescência. Parados de madrugada em frente a uma churrascaria "prazeres da carne" em Passo Fundo, esperando para trocar de ônibus. Um radinho de pilha tocava "vento, ventania" e a gente fingia que dançava para espantar o frio. "Vento, ventania me leve para as portas do céu". Cafoninha, mas eu queria que o vento me levasse. Desde então o vento nunca mais parou. "Me leve para os quatro cantos do mundo. Ásia, Europa, América".
Roberta
Quarta-feira, Dezembro 07, 2005
...

Vontade de fazer nada. Nadinha mesmo. Mas um milhão de coisas para resolver. Resolver antes de poder fazer nada. Nadinha mesmo. Ficar olhando o tempo.
Olhar o que não dá pra ver. E desacelerar. Ficar bem de mansinho para poder começar de novo. E tudo novo. Pois agora tudo pode ser. Agora é começo.
Todo fim é começo. Pois esse fim vai ser um também. Um fim que até foi bonito, pois me fez maior. Maior do que eu já era. Grande o suficiente para conseguir começar de novo. E tudo novo.
Frio na barriga do tudo que pode ser daqui para frente. Tudo pode ser apenas ficar assim, parada, sem fazer nada. Nem que seja só um tempinho. Pra começar diferente, sem pressa de dar certo. De ser competente. Pra que mesmo?
Roberta
Segunda-feira, Dezembro 05, 2005
Correndo Por Correr
Wander Wildner
Época de guerras e destruição
Todo mundo armado e ele sem rumo
Correndo por correr e por correr
Fingindo estar tranqüilo, só pra ninguém saber
Está perdido nesse tempo e sem razão
Velhas idéias lhe perseguem à toda hora
Deixa pelas ruas a sua rouquidão
Pois não sabe quanto tempo vai ficar nesta prisão
Todo mundo grita, toda hora todos querem
Mas todo mundo um dia vai embora, e eles esquecem
E vai seguindo, seguindo em frente
Correndo por correr e por correr
Só para e troca as pilhas de seu walkman
E ainda olha pros lado pra ver se encontra alguém
Vive à procura de um lugar qualquer
Que tenha algo à lhe dizer
Um violão rachado e uma canção
E vai seguindo em frente, seguindo, e porque não
Todo mundo grita, toda hora todos querem
Mas todo mundo um dia vai embora, e eles esquecem
Roberta
Domingo, Dezembro 04, 2005
Tudo novo...
... de novo.
Roberta

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